Na imagem, um Fokker Eindecker e seu piloto com o controle da metralhadora. Essa, funcional graças ao interruptor de hélice.

Um dos maiores problemas para os aviadores na Primeira Guerra Mundial, era que no começo da Guerra seus aviões eram desprovidos de proteção e usados somente para fazer reconhecimento de movimentações inimigas, sendo totalmente vulneráveis a fogo antiaéreo e sem a possibilidade de abater outra aeronave inimiga e até de fazer alguma retaliação ao ataque vindo do solo.

Para os generais, a única razão para armar um avião era protegê-lo na missão de reconhecimento (vale lembrar que os observadores tinham mais status do que os pilotos, que eram vistos como meros choferes. Mas com o tempo, isso mudou.
Aviões foram aperfeiçoados e começaram a portar bombas para serem lançadas.
O avião chegou ao campo de batalha como verdadeira arma de destruição, mas ainda não era o suficiente...

O designer holandês, Anthony Fokker, baseado em projetos já realizados por Roland Garros, possibilitou o combate aéreo quando criou um sincronizador de hélice, inicialmente, para o avião alemão Fokker Eindecker, que permitia colocar uma metralhadora pra ser usada pelo piloto e que os projéteis passassem pelas hélices sem as atingir.
Essa foi a origem do verdadeiro avião de combate aéreo e de uma nova classe de guerreiros: os aviadores de caça.

Observando a foto, é possível olhar a metralhadora colocada para uso do piloto em um Eindecker, já adaptado com o interruptor de hélice.


Luis Felipe Hammes de Mello Campos
Graduando em História pela Universidade Federal Fluminense