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| Hipócrates em uma ilustração sobre como lidar com articulações. Partindo daí, pode-se ter a ideia desse mecanismo até como uma forma de tratar/manipular ou conter uma crise epilética. |
Durante um longo período, a interpretação da epilepsia era como algo sobrenatural, uma possessão como está na própria etimologia da palavra. Os babilônios entendiam que era a manifestação de algum espírito maligno na pessoa mas, por outro lado, os gregos acreditavam que era uma forma de manifestação do divino, tendo a concepção de que um deus estaria tomando o corpo daquela pessoa. Os romanos chamavam de “Mal Comicial”, trazendo à luz que parava-se momentaneamente as assembleias, reuniões e comícios até que a crise de um membro em crise epilética terminasse.
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| "Os homens pensam que a epilepsia é divina meramente porque não a compreendem. Se eles denominassem divina qualquer coisa que não compreendem, não haveria fim para as coisas divinas" (Hipócrates) |
O início de uma nova concepção da epilepsia é norteado por Hipócrates (400 a.C) e, posteriormente, Galeno (175 a.C.), que pensavam na origem de tal questão ser cerebral, e não sobrenatural. Não obstante, os argumentos dos mesmos foram inválidos para a época.
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| "Cristo exorcizando e tirando demônio" (1538), uma imagem clássica do século XVI de como era vista a esquizofrenia no então período. |
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São Valentim Curando uma epilepsia em uma gravura do século XIX |
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| Um clérigo dando benção a um homem em plena crise epilética (gravura do século XVII). |
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| Gravura de uma crise de epilepsia por Jean Francois Badoureau, em 1876. |
Atualmente, com a medicina avançada na neurociência e nos tratamentos já existentes, a epilepsia não só é controlável como também reversível em alguns casos.
Referência:
YACUBIAN, Elza M. T. Epilepsia: da antiguidade ao segundo milênio. Saindo das sombras.
São Paulo: Lemos Editorial, 2000.
KICKHOFEL, Eduardo H. P.. A lição de anatomia de Andreas Vesalius e a ciência modena.
Scientiae Studia (USP), São Paulo, v. 1, n.3, p. 389-404, 2003.
BERRIOS, German E.. Epilepsia e insanidade no início do século XIX - história conceitual.
Rev. latinoam. psicopatol. fundam. [online]. 2012, vol.15, n.4, pp. 908-922.
Luis Felipe Hammes de Mello Campos
Graduando em História pela Universidade Federal Fluminense






2 Comentários
Ótimo post. Parabéns!
ResponderExcluirMuito obrigado, Priscylla!
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